SELO DE SALOMÃO

SELO DE SALOMÃO
MAÇONARIA MÍSTICA, OPERATIVA E ESPECULATIVA - "GOSP" (V.I.T.R.I.O.L.) החירות האחווה שוויון - שלום עלי אדמות - www.fraternidadesetima.mvu.com,br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

És Maçom? (uma fábula)



Só me lembrava daquela forte dor no peito. Como viera eu parar aqui? O ambiente me era familiar. Já estivera aqui, mas quando?
Caminhava sem rumo. Pessoas desconhecidas passavam por mim, contudo, não tinha coragem de abordá-las.

Mas espere, que grupo seria aquele reunido e de terno preto?


Lógico! Não estariam indo e vindo de um enterro; hoje em dia é tão comum pessoas irem ao velório de roupa preta. É claro! São Irmãos!.


Aproximei-me do grupo. Ao me verem chegar interromperam a conversa.


Discretamente executei o S.’. de A.’., obtendo resposta.


A alegria tomou conta de mim. Estava entre amigos.


Identifiquei-me. perguntei ansioso o que estava acontecendo comigo.


Responderam-me com muito cuidado e fraternalmente. Havia desencarnado.


Fiquei assustado; e a minha família, os meus amigos, como estavam?


- Estão bem, não se preocupe; no devido tempo você os verá, responderam.


Ainda assustado, indaguei do motivo de suas vestes.


Estamos nos encaminhando ao nosso Templo Maçônico – foi a resposta.


- Templo Maçônico? Vocês têm um?


- Sim, claro. Por que não?


Senti-me mais à vontade, afinal sou um Grande Inspetor Geral e com certeza receberei as honras devidas ao meu Gr.’..


Pedi para acompanhá-los, no que fui atendido.


Ao fim da pequena caminhada divisei o Templo. Confesso que fiquei abismado. Sua imponência era enorme.


As colunas do pórtico, majestosas. Nunca vira nada igual. Imaginei grupos de Irmãos conversando animadamente, porem em tom respeitoso.


O que parecia o líder do grupo, que me acompanhava, chamou um Irmão que estava adiante:


- Irmão Exp.’.! Acompanhai o Irmão recém chegado e com ele aguarde.


Não entendi bem, afinal, tendo mostrado meus documentos, esperava, no mínimo, uma recepção calorosa. Talvez estejam preparando uma surpresa à minha entrada; para um Gr.’. 33 não poderia se esperar nada diferente.


Verifiquei que os Irmãos formavam o cortejo para entrada no Templo. À distância não pude ouvir o que diziam, contudo, uma luminosidade esplendorosa cercou a todos.


De tanta emoção não conseguia dizer nada. O tempo passou... Não pude medir quanto.


A porta do Templo se entreabriu e o Irmão M.’. de CCer.’., encaminhando-se a mim, comunicou que seria recebido. Ajeitei o paletó, estufei o peito, verifiquei se minhas comendas não estavam desleixadas e caminhei com ele.


Tremia um pouco, mas quem não o faria em tal circunstância? Respirei fundo e adentrei ritualisticamente ao Templo.


Estranho... Esperava encontrar luxuosidade esplendorosa, muito ouro e riqueza.


Verifiquei, rapidamente, no entanto, uma simplicidade muito grande.


Uma luz brilhante, vindo não sei de onde, iluminava o ambiente.


Cumprimentei o V.’. M.’. e os VVig.’. na forma usual. Ninguém se levantou à minha entrada. Mantinham-se calados, respeitosos.


Não sabia o que fazer. Aguardava ordens ... e elas vieram na voz firme do V.’. M.’., que, na forma de costume, me perguntou se eu sou maçom.


Reconhecendo a necessidade de tal formalidade em tais circunstâncias, aceitei respondê-lo e o fiz, também pela forma de costume.


Aguardei, seguro, a pergunta seguinte. Em seu lugar o V.’. M.’. dirigindo-se aos presentes, perguntou:


- Os IIr.’., aqui presentes, o reconhecem como Maçom?


Assustei-me. O que era isso? Por que tal pergunta?


O silêncio foi total.


Dirigindo-se a mim, o V.’. emendou:


- Meu caro Ir.’. visitante, os IIr.’. aqui presentes não o reconhecem como Maçom.


- Como não?! Disse eu. Não vêm as minhas insígnias? Não verificaram os meus documentos?


Sim, caro Ir.’., retrucou solenemente o V.’. M.’.. Contudo, não basta ter ingressado na Ordem, ter diplomas ou insígnias para ser um Maçom. É preciso, antes de tudo, ter construído o “seu Templo” e verificamos que tal não ocorreu com o Ir.’.. Observamos, ainda, que apesar de ter tido todas as oportunidades de estudo e de ter galgado ao mais alto dos GGr.’., não absorveu seus ensinamentos. Sua passagem pela Arte Real foi efêmera.


Não pude agüentar. Retruquei:


- Como efêmera? Vocês que tudo sabem não observaram minhas atitudes fraternas?


Fui interrompido.


- IIr.’., vejamos então sua defesa...


Automaticamente desenhou-se na parede algo parecido com uma tela imensa de televisão e, na imagem, reconheci-me junto a um grupo de IIr.’. tecendo comentários desairosos contra a administração de minha Loja. Era verdade.


Envergonhei-me. Tentei justificar, mas não encontrava argumentos. Lembrei-me, então, de minhas ações beneficentes. Indaguei-os sobre tal.


E mudando a imagem como se trocassem de canal, vi-me colocando a mão vazia no Tr.’. de B.’.. Era fato e, costumeiramente, o fazia, por achar que o óbolo não seria bem usado...


Por não ter o que argumentar; calei-me e lágrimas de remorso brotaram-me nos olhos. Iniciei a retirar-me, cabisbaixo e estanquei ao ouvir a voz autoritária e, ao mesmo tempo, fraterna do V.’..


- Meu Ir.’., reconhecemos suas falhas quando no orbe terrestre e na Maçonaria. Contudo, reconhecemos, também, que o Ir.’. foi iniciado em nossos Augustos Mistérios. Prometemos, em suas iniciações, protegê-lo, e o faremos. O Ir.’. terá a oportunidade de consertar seus erros. Afinal, todos nós aqui presentes já os cometemos um dia. Descanse neste plano o tempo necessário e, ao voltar à matéria, para novas experiências, nós o encaminharemos para a Ordem Maçônica. Sua nova caminhada, com certeza, será mais promissora e útil.


Saí decepcionado, mas estranhamente aliviado.


Aquelas palavras parecem ter me tirado um grande peso. Com certeza, ali eu desbastara um pedaço de minha P.’. B.’..


Acordei, sobressaltado e suando. Meu coração, disparado. Levantei-me assustado, mas com certa alegria no peito. Havia sonhado!!


Dirigi-me ao guarda-roupas. Meu terno ali estava.


Instintivamente retirei do paletó as medalhas e insígnias e as guardei em uma caixa.

Ainda emocionado, e com os olhos molhados de lágrimas, dirigi-me à minha mesa e com as mãos trêmulas e cheio de uma alegria enleante, retirei o Ritual de Ap.’. Maç.’..

Contribuição enviada pelo Ir.'. Carlos A. Guimarães

domingo, 26 de agosto de 2012

COMO DEVO IR PARA UMA SESSÃO




O ser humano possui três dimensões básicas: Sentimento, pensamento e ação.

O homem só é capaz de encontrar a felicidade, quando o seu sentimento entra em acordo com a sua realidade interior.

A consciência é a essência universal que age como o grande juiz de nossas ações. Ela nos mostra a realidade e o que nos liga com a verdade. A cada ação, há um despertar maior.

A escada de Jacó representa essa recondução, proporcionando a direção correta que leva o homem que ascende do seu EU inferior em busca do seu EU superior.

Ao entrarmos numa Loja para uma sessão, devemos fazê-lo com espírito positivo, com a mente voltada para construir e o coração aberto transbordando amor e humildade. Humildade para aceitar críticas sem magoas, vencer suas vontades e paixões sem revolta, e também muito vigilante em suas críticas para não cometer ofensas.

A força de uma Loja se estabelece quando reina em seu meio o amor e a sabedoria. Pois através dessa sabedoria chega-se ao equilíbrio e do equilíbrio nasce à união.

Fica bem claro para todos nós, que a união dos irmãos é o maior desejo do GADU, pois os nossos trabalhos só começam com a Loja aberta. E para isso, o orador, estando com o Livro da Lei em suas mãos nos diz:

“ OH! QUÃO BOM E QUÃO SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO! É COMO O ÓLEO PRECIOSO SOBRE A CABEÇA, QUE DESCE SOBRE A BARBA, A BARBA DE ARÃO, E QUE DESCE À ORLA DE SUAS VESTES; COMO O ORVALHO DO HERMOM, QUE DESCE SOBRE OS MONTES DE SIÃO; PORQUE ALI O SENHOR ORDENA A BENÇÃO E A VIDA PARA SEMPRE”

Sendo assim, sempre que ocorrer a união surgirá à consciência de grupo e como conseqüência surgirá a motivação, motivação esta que irá fazer crescer: O entusiasmo, o respeito mútuo, a vontade permanente de aprender e colaborar, o desejo de ensinar, o comando sem autoritarismo e arrogância, a aceitação sem submissão e o uso da crítica só para construir.

Portanto, o Maçom deverá ir para uma sessão, tendo a certeza de que a construção de seu templo interior depende de si e de seus irmãos, assim como a construção do templo interior de seu irmão depende dele também.

Não atires pedras naquele que te ajudará a levantar templos à virtude e a cavar masmorras ao vício.

Chegue sempre com o sentimento:

O QUE DESEJAIS MEU IRMÃO?
UM LUGAR ENTRE VÓS

TRABALHO REALIZADO POR:
CARLOS ALBERTO DE SOUZA SANTOS – M.I. – CIM 209514
A.R.L.S. DEUS E UNIVERSO Nº 1653
Secretário Estadual de Orientação Ritualística Adjunto para o R.E.A.A.

BIBLIOGRAFIA:
Ritual do GOB – 2009 – Aprendiz Maçom - REAA

sábado, 18 de agosto de 2012

LIDERANÇA MAÇÔNICA




Meus Irmãos,

Mais do que nunca, a MAÇONARIA precisa de Líderes. Líderes são aqueles que possuem um sonho e o colocam à disposição para que todos possam alcançá-lo.

A presença e a atuação de Líderes em todos os níveis do relacionamento
social é um fenômeno bem conhecido e muito estudado.

Na Maçonaria seriam os falados Construtores Sociais, e este tema Liderança é eminentemente Maçônico porque o irmão precisa se auto-determinar para seguir em sua carreira maçônica. Só chega lá, o irmão que lidera seus desejos, controlando-os para atingir os objetivos propostos pela Maçonaria.

Os fundadores das grandes religiões e, infelizmente, alguns ditadores
cruéis, possuíam em grau eminente essa característica: a capacidade de
influenciar e conduzir pessoas, o que lhes permitia conquistar adeptos e
seguidores.

Costuma-se dizer que o Líder consegue captar e exprimir as idéias e
intenções do grupo onde atua, as quais , não raro, os próprios liderados não conseguem formular claramente, mas que o Líder apreende e enuncia: ele diz o que as pessoas estão desejosas de ouvir e por isso é admirado e seguido.

Impõem-se ,contudo , algumas distinções. Enquanto os vanguardeiros do
progresso, os verdadeiros profetas, falam de necessidades profundas que derivam de nossa natureza espiritual, valores e mudança de posturas e atitudes, que são ainda imprecisamente percebidas pelo grande grupo de irmãos, por exemplo, a prática do bem, que é a garantia de se encontrar a Felicidade, ou o servir que é mais moderna compreensão de Liderança, os condutores que atuam exclusivamente no plano comum apontam e destacam vantagens materiais e imediatas, desfrutam delas e, não raro, empregam recursos condenáveis para influenciar os que seguem, como a exaltação do orgulho e da vaidade.

É verdade, isto também ocorre na Maçonaria, os que se julgam maiores, mas não trabalham para o bem de todos e nem servem, mas criticam aqueles que o fazem e buscam uma solução, para o nosso bem comum. Não raro criticando o quê não fazem, ou emitindo boatos aos outros, daquilo que são.

Falha de caráter, talvez desses que acham que precisam ter a resposta
material ou algo em troca daquilo que julgam fazer correto.

Esse é chamado do Líder Utilitarista, só faz algo se vê uma oportunidade em troca e de preferência para ele.

Não, não é essa a liderança que a Maçonaria precisa.

Como temos na moderna comunicação de massa facilidades que esse Líder se utiliza e em sua Loja ou no grande Grupo, usa tal processo para tirar vantagem, que ele julga oportuna. Lamentável não estarmos de olhos abertos para barrar, desde o seu nascedouro, tais procedimentos.

Mas há ainda outra diferença essencial. Enquanto a Liderança a serviço do interesse material procura conduzir alinhando a vontade e anulando o
discernimento dos seguidores, a Liderança Maçônica jamais emprega artifícios para tornar feliz a humanidade pelo amor, pelo aperfeiçoamento dos costumes, pela moral, pelo exemplo e pela ação. Aponta caminhos, sobretudo pelo exemplo, luta pelos seus ideais, reafirmando os compromissos individuais na Maçonaria.

Na Maçonaria deve ocorrer de forma natural, sem ser prejudicado pelo
interesse material, de negociações interesseiras e sem ilusão aos mais novos e ainda mais que precisamos ser líderes de homens-maçons que são voluntários.

Mas há necessidade, por outro lado, da qualificação desses homens-maçons, sejam elas técnicas, sociais, humanistas, não desprezando jamais sua história social, já que após a iniciação, por ser um novo homem, não exclui sua vida passada cultural e social. Essa é sua bagagem, precisa ser respeitada.

E o Líder, precisa ter a sensibilidade de observar como mostrar o caminho, para aquele que possui discernimento e para a aquele que ainda não possui.

Nem todos meus irmãos, estão no mesmo nível de desenvolvimento, inclusive espiritual.

O conhecimento e a qualificação reflete a tendência moderna de busca do
aperfeiçoamento das atividades mediante a incorporação de técnicas e
procedimentos novos que proporcionam maior rendimento e mais satisfação para os que se acham nelas envolvidos.

Por isso, necessário se faz um planejamento para as Lojas e conciliar as
técnicas modernas de gestão com as técnicas maçônicas, que não são em nenhuma hipótese excludentes. A Maçonaria busca na sociedade seu novo membro, portanto ela não está separada dista e precisa por ser progressista e se atualizar constantemente.

O líder maçom precisa ter esta sensibilidade para quando necessário agir em tal sentido.

É interessante lembrar, por exemplo, que na obra de MAQUIAVEL - O Príncipe ,estudado como manual de liderança, possui sugestões como:
o príncipe não precisa respeitar a palavra empenhada, sacrificar um amigo fortalece o príncipe, ou ainda o governante deve ser temido pelos
governados.

Esse tipo de liderança, não serve mais, a força não vence mais.

Mas há os manuais dos líderes servidores, e são vários; O MONGE E O
EXECUTIVO, COMO SE TORNAR UM LÍDER SERVIDOR, A SABEDORIA
DOS MONGES NA ARTE DE LIDERAR , JESUS O MAIOR LÍDER DE TODOS OS TEMPOS, etc..,

Esses recomendam servir desinteressadamente ao próximo, fazer o bem, sem olhar a quem, a forma correta de proceder no trato com o próximo.

É este tipo de liderança que a Maçonaria precisa e está buscando.

Maçons baseados no amor, nos princípios da moral e da razão, auxiliando o próximo na busca de tornar feliz a Humanidade, dando o norte, porque recebeu o norte, que é de ação e mudança para melhor.

Sabe que por estar a prumo, é ele quem comanda e não é comando por
fórmulas, manuais ou rituais, e por se conhecerem sabem que o servir é o
caminho da liderança clara, honesta e com objetivos comuns a todos.

Por serem servidores, não lhes causa problema algum serem os últimos
servidores a receberem os benefícios dos que procuram a colaboração
fraterna.

Quem abre uma estrada é o que enfrenta os piores lugares e momentos, mas são os que mostram o caminho a ser trilhado. E esses líderes a Maçonaria ainda está necessitando, são os que estudam, buscam soluções, falam, jogam aberto e se interessam sobremaneira com o próximo.

O Verdadeiro líder maçônico gosta de gente, de seus irmãos e não de status ou de cargos, que são passageiros e momentâneos.

Meus Irmãos,

O LÍDER MAÇÔNICO PRECISA SERVIR PARA MUDAR. PORQUE QUEM NÃO MUDA, É PORQUE NÃO ESTÁ SERVINDO.

É este líder ativo e de visão para servir que estamos em nossas Lojas
precisando para atender aos anseios da sociedade, que é composta pelos
próprios irmãos.

Observemos, é necessário!

Fraternalmente.

Ir:. Carlos Augusto G. Pereira da Silva
EX:.V:.M:. da LOJA OBREIROS DE SÃO JOÃO , Nr. 42 - R.E.A.A. - MRGLMERGS.
Contribuição do Irmão Wagner S. Barbosa, Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro, GOB-SC.

POR QUE SAÍ DA MAÇONARIA?



Sai da Maçonaria porque era curioso em saber o que se passava lá dentro, quando eu estava fora, e depois de iniciado vi que não tinha graça nenhuma.

Sai da Maçonaria porque muitas vezes via os irmãos com mais tempo de Ordem do que eu se auto-vangloriar porque tinham mais tempo de casa.

Sai da Maçonaria porque me irritava ver irmãos chegando atrasados à Sessão.

Sai da Maçonaria porque via irmãos disputando qual o rito era mais bonito e importante.

Sai da Maçonaria porque via os irmãos reparando nos outros, que vinham para a sessão com o terno amassado, sapato sujo ou de balandrau.

Sai da Maçonaria porque os irmãos faltam demais as Sessões.

Sai da Maçonaria porque via os irmãos muito mais preocupados com o “segundo tempo” do que com a Sessão.

Sai da Maçonaria porque ela vive de passado, e não de presente e futuro.

Sai da Maçonaria porque a culpa de todas as falhas é do Grão-Mestre e do Venerável.

Sai da Maçonaria porque via muitas fofocas entre irmãos.

Sai da Maçonaria porque irmãos vão as Sessões para satisfazerem suas vontades, e nunca se oferecem à ajudar ninguém.   

PENSANDO BEM:
Não vou sair da Maçonaria, porque a Ordem é iniciática e os passos seguintes devem ser dados por mim, e para ela não ficar sem graça eu também devo ser motivo de inspiração para meus irmãos.

Não vou sair da Maçonaria porque eu também fui incrédulo quando me vangloriei por ter mais tempo que alguém na Ordem, e devo parar de ser orgulhoso.

Não vou sair da Maçonaria porque quando chego atrasado á Sessão quero que todos entendam o meu motivo, e por ignorante que sou não sou capaz de entender o motivo do outro.

Não vou sair da Maçonaria porque percebi que ela é muito mais importante que seus ritos, e não existem ritos melhores ou piores.

Não vou sair da Maçonaria porque devo parar de reparar nos irmãos que chegam de terno amassado, e devo ficar feliz porque mesmo de balandrau meu irmão veio à Sessão.

Não vou sair da Maçonaria porque eu também falto as Sessões e muitos irmãos me ligam perguntando por que faltei, e eu alguma vez já fiz isso?

Não vou sair da Maçonaria porque tenho que parar de criticar meus irmãos que estão ali preocupados com o “segundo Tempo”, pois eu também participo. Devo recusar os convites já que acho que é tão errado nos outros, e mesmo que eu não vá participar, jamais criticá-los.

 Não vou sair da Maçonaria porque eu também sou responsável pelo presente, objetivando o futuro e devo fazer a diferença onde estou.

 Não vou sair da Maçonaria porque não estou ali por causa de seus dirigentes, e se os mesmos falham devo ajudá-los com sugestões e apontamentos de saída dos problemas e não apenas criticá-los.

Não vou sair da Maçonaria porque não devo fazer fofocas de irmãos ou não participar delas.

Não vou sair da Maçonaria porque devo ajudar meus irmãos e estar sempre à disposição e a serviço do outro, e não apenas esperar que os outros façam por mim.

Pensando bem eu acreditava que o problema estava nos outros, mas eu cometia todos os vícios que pensava não tê-los, e por isso não vou sair da Maçonaria, porque eu devo sentir em mim ser objetivo de mudança, nunca desistir, quantas vezes queremos tiras os ciscos dos olhos dos outros e não vemos a trave nos nossos olhos.

Os problemas muitas vezes estão em nós e não nos outros, às vezes a mudança parte de nós, eu era o culpado e não os outros.

Por isso não vou sair da Maçonaria, vou trabalhar a Pedra Bruta que atrapalha meu coração de ser paciente, tolerante, prestativo e compreensivo com meus irmãos, para servir a sociedade de maneira Justa e Perfeita, para que ela seja, também, um reflexo meu, e se ela precisar de mudanças é sinal que eu também preciso, e já que o Grande Arquiteto Do Universo é Deus, devo acreditar mais Nele para que sejamos cada vez melhores e mais fraternos.

Um Tríplice e Fraternal abraço!

Ir.’. Vitor Andrade
ARLS Universitária Verdade e Evolução, 3492
GOB-GOB/DF – Rito Moderno

COMO RECONHECER UM MAÇOM!




Ser reconhecido Maçom podemos até por um simples PIM na lapela.  Por isso nossa preocupação deve ser:   Que qualidade de Maçom sou reconhecido?  Um Maçom de ouro ou um Maçom apenas dourado (ou nem isso...)?

Maçons existem que se acomodam, julgando que, atingindo o grau de Mestre estão na plenitude maçônica.  Na verdade, considerando a Maçonaria Simbólica é o último grau.   Porém, não se pode dizer com isso sejam ‘justos e perfeitos’, vez que o desbaste da pedra bruta somente termina com a nossa ida para o Oriente Eterno.  Assim sendo, triste do Maçom que aposenta seu Maço e seu Cinzel.   Porque a construção de nosso Templo interior só termina com o final de nossa vida material.  E não é  suficiente somente esquadrejarmos a Pedra Bruta.  Necessário se faz também deixá-la bem polida.

Diz o LL que fomos criados à imagem do G:.A:.D:.U:. (Gên. 1,26); porém a semelhança precisa ser conquistada.  O desbaste da nossa pedra bruta, poderá resultar numa ‘obra de arte’ ou num ‘monstrengo’.  Se o monstrengo for o resultado final, o Criador nos irá arguir:   “É isto que me apresenta no final de sua caminhada”?!

Nossa responsabilidade vai além do próprio desbaste.  Precisamos ajudar os Irmãos na caminhada, não só com nosso bom exemplo, como alertando os acomodados para um melhor desempenho maçônico.

Não basta ser reconhecido Maçom.   É preciso também ser reconhecido como MISSIONÁRIO, como autêntico CONSTRUTOR SOCIAL.
         
As duas horas templárias são importantíssimas para recarregarmos nossas baterias.  Assim, não devemos faltar às reuniões da nossa Loja.  Até como desculpa, alguns dizem que já fazem maçonaria, fora do templo. Ótimo.  Isso é um dever de todo bom maçom.  Mas não o isenta do comparecimento às Reuniões.

Alguns dizem que não vai à Loja, porque as reuniões são da mesmice.  Ora, se a Loja entrou numa mesmice a culpa é de todos e de cada um.  Use-se então o Saco de Propostas e Informações, não para criticar mas para sugerir melhoras.   O bom Maçom participa de tudo de sua Loja, de suas decisões, de seus projetos.  O bom Maçom não se distancia de seus Irmãos;  a prática da fraternidade se faz com o bom convívio (Sl 133).

Quando falo aos Aprendizes costumo perguntar ‘quem é o responsável pela Loja’ e a maioria deles dizem ser o Venerável Mestre.  Apontando para ele(s) afirmo:  O responsável é você.   Somos todos nós.

Talvez muitos Mestres não digam que a responsabilidade da Loja seja do Venerável, mas pensam e agem como se assim o fossem.  Por isso não acham grave faltar às Reuniões, motivo porque algumas Lojas têm até abatido colunas.

Seria bom cada um contemplasse o ‘OLHO QUE TUDO VÊ’, a onisciência divina, e refletisse: “Como me vê o G:.A:.D:.U:.?   Um maçom responsável, presente, participativo, fraterno, preocupado com o bom desempenho da Maçonaria?”

O progresso na maçonaria também se consegue pelo estudo, pela pesquisa, pela apresentação de Peças de Arquitetura.  Quem assim faz aprende sempre mais e enriquecem também os outros com seus conhecimentos partilhados.  (“A luz que tu levas para alguém, vai iluminar-te também”).  Não faz sentido Mestre que não ensina.

Irm:. W.S.S.